Tambores do Rosário: A Festa de Nossa Senhora do Rosário
A comunidade Quilombola de Boa Vista dos Negros, localizada na cidade de Parelhas, no Rio Grande do Norte/ Brasil, celebra todos os anos, no mês de outubro, a Festa da Irmandade dos Negros de Nossa Senhora do Rosário. As irmandades negras do Rosário são formas de associações religiosas oriundas do período colonial, com a presença marcante do Seridó potiguar a partir do final do Século XVIII. A Festa é um espaço de sociabilidade, solidariedades e resistência. Este filme é um registro da festa no ano de 2017, e mostra desde a preparação da festa (preparação da comida, ensaio da banda) até os momentos de sociabilidade na festa.
Talhado e Boa Vista por Ac Junior (2016)
Apresentação e debate do filme Rosário Negro em Bordeaux (03/04)
A cruz da Negra
A partir de uma oficina de audiovisual de formação artística realizada em março de 2013 com alunos das escolas públicas da cidade de Parelhas (RN), alguns deles pertencendo à comunidade quilombola da Boa Vista, foi realizado um pequeno ensaio videográfico sobre uma narrativa do surgimento de santuários tendo em comum a figura de uma negra morta de fome em circunstâncias dramáticas. Os objetivos da oficina eram promover um exercício de filmagem com enquadramento com os adolescentes, fazer uma introdução à captura de imagem e som com a câmera e promover uma reflexão sobre a história e a presença afro-brasileira na região.
Dona Chica – A primeira professora negra da Boa Vista
Tambores do Rosário
Vídeo elaborado para a disciplina de Antropologia da Imagem para o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN – CIRS UFRN em 2018.
Primeiro dia de festa na Boa Vista
Casa de pedra (2013)
Chouriço na Boa Vista
Boa Vista em festa
Os Negros do rosário e a dança do Espontão – Comunidade quilombola Boa Vista dos Negros
A comunidade da Boa Vista dos Negros existe há mais de 300 anos e possui uma identidade negra e traços marcantes que caracterizam uma comunidade quilombola. Ela faz parte das Irmandades do Rosário e realiza a tradicional dança do Espontão.
Ao chegarem em território brasileiro, os negros em condição de escravos eram imediatamente batizados e “instruídos” a seguirem o catolicismo. No entanto, essa conversão se dava apenas de forma superficial, pois as religiões de origem africana, conseguiram permanecer, geralmente, através de práticas secretas.